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Anna Pires revela por que o novo luxo está no garimpo e não no excesso

A lógica de que um guarda roupa cheio representa elegância já não faz mais sentido para uma nova geração de consumidoras. Em 2026, a moda passa por uma transformação silenciosa, em que o excesso perde espaço para escolhas mais inteligentes, estratégicas e alinhadas com a realidade. O chamado novo luxo surge justamente dessa mudança de comportamento.

Para a consultora de imagem Anna Pires, o momento atual marca o fim da ostentação baseada em quantidade e o início de uma estética construída com propósito. “A mulher real não vive para sustentar um guarda roupa descartável. Ela busca versatilidade e durabilidade”, afirma.

Esse movimento encontra eco nas passarelas de Paris, onde os acessórios assumem papel central nas coleções das grandes maisons. Bolsas estruturadas, cintos marcantes e maxi bijuterias aparecem como protagonistas, mostrando que uma base simples pode ganhar força a partir de elementos bem escolhidos. A ideia é clara: menos peças, mais impacto.

Ao mesmo tempo, fora das passarelas, os brechós deixam de ser alternativa e passam a ser estratégia. O mercado de segunda mão cresce impulsionado pela busca por originalidade e qualidade, dois fatores que, segundo Anna Pires, se tornaram essenciais. “Uma peça de luxo continua relevante com o tempo. Quando está bem conservada, pouco importa se é nova ou não. O que se destaca é o estilo”, explica.

Dentro dessa nova lógica, os detalhes ganham protagonismo. Óculos marcantes, joias e acessórios se tornam peças chave capazes de transformar produções básicas em looks sofisticados. Além disso, a valorização de bons tecidos, cortes bem estruturados e acabamentos superiores passa a ser mais importante do que seguir tendências rápidas.

Misturar peças vintage com itens contemporâneos também se consolida como uma forma de construir identidade e fugir do visual padronizado. Mais do que acompanhar vitrines, a proposta agora é criar uma narrativa própria.

Para Anna Pires, o novo luxo não está ligado ao preço ou à quantidade de compras, mas à consciência. Elegância, segundo ela, é resultado direto da forma como cada escolha é feita.

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