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Lei da influência acelera virada no marketing digital, avalia Marcelo Calone

O marketing de influência entrou oficialmente em um novo capítulo no Brasil. A regulamentação da atividade de profissionais multimídia, sancionada no início de 2026, provocou uma reação imediata no mercado digital. Contratos estão sendo revisados, campanhas reavaliadas e criadores de conteúdo passaram a buscar orientação jurídica para se adequar às novas regras.

A legislação estabelece parâmetros para quem atua em redes sociais, plataformas de streaming e produção audiovisual, trazendo exigências relacionadas à transparência publicitária, responsabilidade sobre conteúdo e proteção de dados. O impacto mais visível é a redução de ações feitas sem planejamento ou critérios claros.

Para Marcelo Calone, gestor de marcas, mídias e personalidades e CEO do Grupo CALONE®️, o cenário representa uma mudança natural de um mercado que cresceu rápido demais.

“O digital se profissionalizou, mas a estrutura jurídica ficou para trás por muito tempo. Agora, o mercado precisa alinhar criatividade com responsabilidade. Não é um freio, é um ajuste”, analisa.

Atuação técnica nos bastidores

Além de acompanhar o tema como executivo do setor, Calone participou ativamente das discussões em Brasília. Após o reconhecimento nacional da tecnologia DBIPro®️ — um protocolo de inteligência de dados comportamentais desenvolvido pelo Grupo CALONE — ele apresentou ao Congresso um estudo técnico sobre impacto social e engajamento no ambiente digital.

“Os números mostram que influência não é apenas comunicação, é formação de comportamento. Quando isso fica evidente, a necessidade de regras se torna incontestável”, explica.

Novo padrão para marcas e influenciadores

Nos bastidores do mercado, a mudança já é sentida. Empresas estão mais seletivas na escolha de porta-vozes, enquanto influenciadores revisam práticas relacionadas a publicidade velada, uso de imagem e direitos autorais.

“A informalidade era confortável, mas arriscada. A nova lógica valoriza quem trabalha com estratégia, método e compromisso com a própria imagem”, afirma Calone.

Celebridades também entram no radar

Artistas, ex-BBBs e personalidades que migraram da televisão para as redes sociais também passam a se enquadrar nas novas diretrizes. A lei oferece mais segurança jurídica, mas cobra profissionalismo contínuo.

“Visibilidade sem estrutura não sustenta carreira. Quem pensa no longo prazo precisa se adaptar rapidamente”, pontua.

Audiência mais protegida

Para o público, a principal mudança é a clareza. Conteúdos publicitários tendem a ser mais identificáveis, reduzindo ruídos entre opinião pessoal e ação comercial.

“Seguidores não são apenas números. São pessoas. E tratar audiência com respeito é o que mantém relevância ao longo do tempo”, conclui Marcelo Calone.

O mercado digital segue em expansão, mas agora com regras mais definidas. A era da improvisação perde espaço para um modelo mais profissional, estratégico e sustentável.

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