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Desembargadora que defendeu criança vítima de violência sexual será homenageada no Rio

Quando todos os outros votaram pela absolvição, ela foi a única a dizer NÃO. A desembargadora Kárin Emmerich, da 9ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, ficou conhecida em todo o país ao se posicionar sozinha contra a reversão da condenação de um homem de 35 anos acusado de estupro de vulnerável de uma menina com menos de 12 anos.

No voto que a projetou nacionalmente, Kárin foi direta: os argumentos apresentados pelos colegas reproduziam “um padrão de comportamento tipicamente patriarcal e sexista”. A divergência chamou atenção da opinião pública e acabou contribuindo para que a decisão fosse revista.

Agora, a magistrada receberá um reconhecimento à altura. Nesta sexta-feira, 10 de abril, às 15h, a Câmara Municipal do Rio de Janeiro vai entregar a ela o conjunto de Medalhas Pedro Ernesto, a maior honraria da Casa.

A homenagem é assinada, entre outras, pela vereadora Tânia Bastos, que resumiu bem o que muita gente sentiu ao acompanhar o caso. “Sua coragem e compromisso com a defesa dos direitos humanos, especialmente dos mais vulneráveis, como as crianças, revelam a grandeza de sua atuação. Em um momento em que muitos poderiam se calar diante da pressão, ela não se intimidou em ser a única voz a se levantar em defesa de uma menina contra seus agressores”, afirmou a vereadora.

Uma voz. Em um tribunal inteiro. E foi o suficiente para mudar o rumo da história.

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